segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Olá amigos!

Espero que estejam bem.

Celebrou-se no dia 14 de Novembro 2013, o Dia Mundial da Diabetes, um pouco por too o mundo.

Fui convidada pela Enfermeira Ana Paula Santana, da USF de Beja e pela coordenadora do projecto relacionado com este dia - A Drº Isabel - para fazer um reflexão sobre A Diabetes e a Arte.

Para mim foi especial, pois quis representar algo que é preciso ter , no caminho e no cuidado para com a Diabetes e para com o facto de tentar da melhor forma possível, viver da minha arte.

Assim, nasceu a Resiliência. Com dimensões de 20x20cm e pintada a óleo s/tela.

É preciso ser-se resiliente e prosseguir a jornada, independentemente dos nãos e dos obstáculos. Ser resiliente em acreditar que é possível. As nossas acções reflectem-se no caminho que percorremos.
Viver com diabetes é viver com consciência. Viver da arte é viver com consciência. Ambas requerem persistência, resistência, teimosia e dedicação.

Ambas requerem uma capacidade de desacomodação, de inconformismo.

Se quero ser artista e viver da arte de pintar - então muito bem -  já sei que tenho de me esforçar e trabalhar.
Se quero ter uma boa compensação glicémica - muito bem -  então faço por isso, tento, dentro das minhas próprias possibilidades, dar o máximo, cuidar de mim, gostar de mim e respeitar o meu corpo, ao contar as porções do que como, tomar a medicação e fazer actividade física.

Os três Ás são importantes (auto controlo, alimentação e actividade física) para uma boa compensação glicémica. Mas para quem vive com diabetes, esses três ÁS fazem parte, apenas, de um resumo do que é a vida. Não é linear e não podemos ver a diabetes como algo do género. Ela não nos impede de fazer o que queremos é certo. Mas há factores que podem levar a determinados desequilíbrios na gliecemia e, mesmo quando se tenta andar com tudo controlado, por vezes, é difícil controlar.

Por isso, o papel das actividades artísticas na vida de uma pessoa pode ser algo benéfico -  porque se por um lado tratamos a parte física com a insulina e os anti diabéticos, por outro, quem faz uso da arte como forma de terapia, usa essas mesmas ferramentas para tratar do espírito e da alma. Por vezes, é aí onde reside o problema maior.

O problema do pensar que não se é capaz.

Pessoalmente, a pintura  surgiu na minha vida, uns meses antes de ser diagnosticada a diabetes. Em parte nada tem a ver.
Descobri a minha vocação por mero acaso e devido a temas que nada têm de relação com a diabetes. Mas saber usar esta vocação para meu proveito próprio, foi uma das componentes para ser o que sou hoje. Para agir como ajo.
Trabalhar  com a arte, para mim é mais que uma mera profissão - É um amor -  e sinto o mesmo pela minha diabetes, que não é  somente minha (só porque vivo com ela), mas também é dos meus amigos, da minha família e do pessoal médico que me acompanha e me atura.

Deixo-vos então a imagem do trabalho produzido por este reflexão.
Em breve publico o outro produzido para o efeito, numa performance, onde pintei ao vivo para 250 pessoas, em Beja.

Resiliência - 20x20cm; óleo s/tela, 2013

Da esq para a drt - Enfermeira Ana Paula Santana, eu (Piedade Pina) e a Drª Isabel (coordenadora do projecto)



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